J A Fernandes Jóias - Ourivesaria
Fabricação e reparos de jóias em ouro e prata/ Laminação/ Polimento/ Serviços gerais/ Fabricação de bijouterias
terça-feira, 15 de abril de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
Ourivesaria Colonial Brasileira
(Foto fonte: Arquivo Nacional)
Histórico
Desde o início da colonização, a prata ocupa lugar destacado na sociedade brasileira por ser o metal preferido para a ornamentação de casas e igrejas. Mas não existem jazidas de prata no país, o que faz com que ela seja trazida do México, da Espanha e do Peru e trocada no Brasil por tecido, açúcar e também por escravos africanos. A cidade de Salvador é, durante muito tempo, o principal centro brasileiro do comércio de prata, que atinge o seu ápice no século XVII. Uma vez no país, a prata é trabalhada por ourives portugueses e por brasileiros que aprendem o ofício. Os modelos lusitanos de ourivesaria são fielmente seguidos e copiados durante os séculos XVII e XVIII, o que dificulta a identificação de um estilo nacional próprio, segundo os especialistas.
De qualquer modo, sinais do surgimento de uma ourivesaria brasileira original começam a ser notados, em boa medida devido ao grande número de ajudantes escravos ou negros libertos nas oficinas (cabe observar que os negros islamizados do Alto Sudão que chegam ao país conhecem os processos de fundição de metais). Os ourives nacionais acabam por criar objetos que passam a ser considerados típicos, como a cuia de chimarrão, os cabos de rebenques, os arreios, esporas e caçambas, além das famosas pencas de balangandãs. Levadas junto ao corpo, presas a uma corrente, as pencas reúnem objetos de metal com formas variadas, agrupados numa base denominada "nave" ou "galera": moedas, figas, chaves, dentes, romãs, cocos de água etc. Os elementos que compõem as pencas de balangandãs são reunidos em função de seus sentidos mágicos e rituais. São talismãs e amuletos que afastam "mau-olhado", que trazem sorte, que "abrem portas e caminhos", ou que indicam "fartura", "riqueza" etc.
A expansão da ourivesaria nacional pode ser aferida numericamente. Se na primeira metade do século XVII, a capital da Colônia conta com cinco ou sete ourives - dentre eles o célebre Francisco Vieira,1 conhecido como Fanha -, no final do século, eles já são 25. No ano de 1766, há mais de 158 oficinas nas principais cidades brasileiras.
O crescimento da ourivesaria no Brasil é acompanhado por tentativas de controle dessa produção. As autoridades tomam diversas medidas fiscalizadoras, como o Alvará de 1621 que determina que nenhum mulato, negro ou índio, mesmo liberto, pode exercer o cargo de ourives. Um pouco mais tarde, a Carta Régia de 30 de julho de 1766 - que vigora até o Alvará de 1815 - proíbe o exercício da ourivesaria, na tentativa de impedir, indica a museóloga Mercedes Rosa, "os abusos que os ourives praticavam, com prejuízo do Erário Real, mas também tudo que dizia respeito à lesão do quinto do ouro". As diversas regulamentações, entretanto, não impedem a realização clandestina do ofício, responsável pela maior parte das obras executadas.
Para a aferição da qualidade das peças, o procedimento padrão é a marca (ou punção), que indica a quantidade de cobre empregada na execução do objeto (por ser mole, a prata é ligada a outros metais, sobretudo o cobre). Atestada a qualidade, a peça recebe então marcas, em geral da cidade em que é executada e do perito que a examina, o ensaiador.2 Além dessas, os objetos podem receber também marcas de exportação e importação; marcas de cidades diferentes - daquela onde é feita e daquela em que é adquirida -; marcas dos ourives. As primeiras marcas de que se tem notícia são francesas, do século XII. Em Portugal, elas se tornam obrigatórias a partir do ano de 1688. No Brasil, por sua vez, a primeira marca conhecida é uma de Salvador (a letra "S"), de cerca de 1693. Como boa parte da ourivesaria colonial brasileira está a cargo de negros e mulatos, que trabalham clandestinamente, muitas das peças nacionais não possuem identificação.
Notas
1 "Ativo em Salvador no século XVII, tendo trabalhado para a Santa Casa de Misericórdia, da qual era irmão, entre 1648 e 1652. Foi o primeiro Juiz de Ofício de Ouro da cidade de Salvador (1625)". In: CAVALCANTI, Carlos (org.); AYALA, Walmir (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos - Q - Z. Brasília: MEC : INL, 1973. v. 4, pt. 2, il. p&b. (Dicionário especializado, 5). p. 474.
2 Que ou quem verifica e analisa o toque, quilate ou valor de metais. In: HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.1158.
Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural - Artes Visuais.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Pingente Lamparina
Jóias exclusivas, não temos pronta entrega, fabricamos sob encomenda, peça por peça.....
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Onix
Onix
foto fonte Google
Lenda - Protege contra magia negra - Harmoniza momentos difíceis - Aumenta a concentração mental
É um tipo de calcedônia - do grupo do Quartzo
É encontrado no Brasil no Uruguai e na Índia
Tem cores distribuídas em faixas retas e paralelas e a preta é a mais apreciada
O Ônix era uma das mais importantes pedras de adorno e de uso terapêutico na Antiguidade. Vários povos tinham a pedra como amuleto forte e poderoso. Os romanos consideravam-no pedra de proteção. Os gregos acreditavam em poderes que a pedra tinha sobre o parceiro amoroso. O ônix está entre os amuletos mais utilizados pelos indianos contra magia negra e bruxaria. As crenças contam que a pedra dava poderes aos mágicos de curar doenças graves
O nome deriva do grego onyx (unha), porque se pensava serem as unhas de Vênus, cortadas por Cupido, que caíam sobre a Terra.
J A
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Safiras
Safira (do arábico: ياقوت أزرق , safir, "pedra preciosa")
Conhecida como a pedra do mês de setembro, a safira é uma gema muito apreciada na Joalheria desde os tempos antigos e pertence ao grupo do Coríndon - o mesmo do Rubi!
O azul é a cor da safira por excelência. É também a cor preferida de mais da metade das pessoas, quer homens quer mulheres. Associamos esta cor a sentimentos de simpatia e harmonia, amizade e lealdade.
A sua beleza, as suas cores magníficas, a sua transparência, mas também a sua constância e durabilidade, são qualidades associadas à safira, quer por apreciadores quer por especialistas na área.
A sua beleza, as suas cores magníficas, a sua transparência, mas também a sua constância e durabilidade, são qualidades associadas à safira, quer por apreciadores quer por especialistas na área.
As safiras, também conhecidas por pedras preciosas do céu, estão bem escondidas em poucos lugares, na Índia, Myanmar, Sri Lanka, Tailândia, Vietname, Austrália, Brasil e alguns países de África, como Madagáscar. Das minas de safiras, as matérias-primas são transportadas para centros de corte e lapidação, onde são transformadas em brilhantes pedras preciosas. Este processo manual requer uma precisão e uma competência a toda prova, já que, para além da sua dureza, a safira, dependendo do ângulo de visão, apresenta cores e intensidades de cor distintas. Cabe ao lapidador a difícil tarefa de cortar e lapidar de forma a tirar o máximo de cada pedra, em termos de brilho, intensidade e tom de cor.
Além do azul, podem ser encontradas safiras nas cores rosa, amarela, verde e até multicolores. Embora também sejam pedras preciosas de qualidade, elas não são tão valorizadas como as azuis referidas atrás.
J A
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